Mesmo depois de matar 350, ele foi solto por bom comportamento

A história que você está para conhecer é assustadora em todos os seus aspectos, e nos deixa com um questionamento inevitável na cabeça: será que certas tragédias não são “anunciadas” e evitáveis? Essa é uma forma de pensar a história de Pedro Alonso López, conhecido também como Monstro dos Andes.

López nunca teve uma vida fácil, sua infância foi marcada por sinais que poderiam ter rendido um diagnóstico de sociopatia. Com apenas oito anos, ele foi flagrado pela mãe quando molestava a irmã mais nova. Sua mãe, que na época trabalhava como prostituta, o expulsou de casa na tentativa de preservar a filha mais nova.

monstro-dos-andes1

Pedro acabou na rua até que foi acolhido por um pedófilo. Durante seu período morando com este homem, ele acabou sendo abusado repetidas vezes. O pesadelo apenas acabou quando ele conseguiu fugir, voltando a morar nas ruas, onde acabou ingressando na vida do crime, com pequenos roubos e até roubo de carros. Com apenas 18 anos, ele foi preso pela primeira vez. Na cadeia, foi espancado por um grupo de homens membros de uma gangue. Foi então que ele matou pela primeira vez, tendo como vítimas quatro de seus agressores.

Uma vez solto, ele passou a agir de forma diferente. Ele se tornou um serial killer e suas vítimas eram sempre meninas entre 9 e 12 anos. Com 30 anos, depois de já ter matado mais de 100 meninas no Peru, ele passou a atuar na Colômbia e Equador.

No Peru, depois de anos matando meninas, ele acabou capturado por membros da tribo Quechua enquanto tentava sequestrar uma de suas meninas. Pelos membros da tribo, recebeu a sentença de ser enterrado vivo, mas missionários que passavam pelo local convenceram os membros da tribo a entrega-lo para a polícia. Mas ao invés de ser preso, ele foi apenas deportado para a Colômbia, onde continuou a fazer vítimas.

monstro-dos-andes2

Os crimes apenas acabaram quando ele finalmente foi preso no Equador e confessou já ter matado mais de 110 meninas. A princípio, a polícia não acreditou na confissão, mas Lopez provou seus crimes levando os investigadores a uma cova onde mantinha 53 corpos. Mesmo com provas de apenas 53 crimes, ele foi condenado pelos 110 que havia confessado. Ele foi condenado a 16 anos de prisão em uma instalação psiquiátrica, mas foi libertado depois de 14 anos por bom comportamento.

Na clínica ele confessou novos crimes, totalizando 350 mortes. Em 1998, ele parou de se reapresentar na clínica – que era parte do acordo para sua libertação – e fugiu. Em 2002, um novo mandado de prisão foi expedido em seu nome na Colômbia, quando uma menina apareceu morta com sinais semelhantes ao método de Lopez (estupro e estrangulamento). Ele nunca foi encontrado. Se estiver vivo, tem atualmente 69 anos.